Polícia Civil indicia militar parado em blitz no DF com arma de Jair Bolsonaro
01/07/2026
(Foto: Reprodução) Arma de Bolsonaro apreendida com militar foi inutilizada com aval de Michelle, aponta investigação
A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta terça-feira (1°), o militar do Exército parado em uma blitz com a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.
Segundo a corporação, Estácio portava a arma sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais.
"O entendimento jurisprudencial é no sentido de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro, caracterizando o delito quando a conduta ocorre em desacordo com determinação legal", diz a polícia.
Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser um sargento do Exército. A reportagem tenta contato com a defesa do militar.
🔎 Quando a Polícia Civil indicia alguém, significa que a investigação foi concluída e que foi formalizada a suspeita de que essa pessoa é autora ou participante de um crime. O inquérito policial é encaminhado para o Ministério Público, que deve avaliar se levará o caso para a Justiça.
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Depoimento do ex-presidente
Jair Bolsonaro
EPA via BBC
A Polícia Civil ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o caso, na tarde de 23 de junho.
No depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro disse que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado".
➡️ Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de seu estado de saúde.
➡️ O ministro Alexandre de Moraes ainda avalia o impacto do caso da arma apreendida. Moraes deve decidir nesta semana se mantém a prisão domiciliar.
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