Derrotado em 2º turno, Leandro Grass diz que campanha teve 'grande vitória política' e que vai fiscalizar governo Celina Leão
25/10/2026
(Foto: Reprodução) Leandro Grass diz que campanha teve 'grande vitória política' e que vai fiscalizar governo
Derrotado no segundo turno das eleições para o Governo do Distrito Federal (GDF), Leandro Grass (PT) afirmou neste domingo (25) que a campanha teve uma “grande vitória política”, apesar de não ter vencido nas urnas.
Em coletiva de imprensa após o resultado, o petista destacou a votação recebida, a união de partidos progressistas e a mobilização de apoiadores durante a campanha.
“Nem sempre uma derrota eleitoral é uma derrota política. Tivemos uma grande vitória política. Em primeiro lugar, pela expressiva votação [...]. Conseguimos planificar todo o campo progressista do DF, dar maior votação do campo desde 2010. Conseguimos reunir as nossas lideranças em torno de um projeto", afirmou.
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O resultado foi declarado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 20h02, com 90% das urnas apuradas. Naquele momento, Celina tinha 57,22% dos votos válidos, contra 42,78% de Leandro Grass (PT).
Grass também pediu que os eleitores que apoiaram sua candidatura continuem mobilizados, cobrando e fiscalizando a próxima gestão do Distrito Federal.
“Continuem nas ruas e continuem atuando, continuem cobrando, fiscalizando. O governo tem que ser cobrado, seja lá qual for”, disse.
Celina Leão (PP) foi reeleita governadora do Distrito Federal neste domingo, com Gustavo Rocha (Republicanos) como vice-governador eleito.
Candidato diz que continuará cobrando respostas
Ao falar sobre os próximos passos políticos, Grass afirmou que continuará ao lado do campo progressista e atuando em defesa de pautas como saúde e educação públicas.
O petista também cobrou esclarecimentos sobre as investigações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e ao Banco Master. Ele defendeu que os órgãos responsáveis apresentem respostas sobre o caso.
Leandro Grass (PT), candidato ao GDF
TV Globo
"Esse não era um tema da campanha, não era um tema da eleição. Esse era um tema do Brasil. Espero que a verdade venha à tona, que a gente saiba como, quem e quando foi desviado", afirmou.
Grass ainda agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou de atividades de campanha no Distrito Federal. O candidato ressaltou a importância da presença do presidente durante a disputa.
Como foi a campanha
A campanha de Grass, nos dois turnos, se concentrou nas críticas ao governo Celina Leão e em cobranças sobre a crise do BRB e a crise na saúde pública da capital.
O candidato se apresentou como uma oportunidade de mudança e afirmou que um eventual governo dele "não seria de esquerda, mas do povo".
Ao longo do primeiro turno, Grass se juntou aos demais candidatos de direita e de esquerda para formar uma "aliança tácita" e fazer frente à candidatura de reeleição. Em debates e sabatinas, os candidatos evitaram ataques mútuos e concentraram a artilharia nos problemas do governo atual.
Segundo turno
Passado o primeiro turno, a campanha foi marcada por trocas de acusações entre os dois candidatos e por críticas à gestão de Celina, especialmente nas áreas de saúde, educação, transporte público e segurança.
A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master também entrou no centro do debate político. Celina procurou afastar a própria imagem de decisões que levaram à crise e criticou o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora.
➡️O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou as suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
➡️O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro.
➡️O governo do DF é acionista majoritário do BRB e tenta um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição. O governo federal já informou que não pode dar garantia a essa operação, mas o DF vem insistindo no pedido.
Durante a campanha, Celina negou responsabilidade pela crise e afirmou que era contrária à compra do Banco Master desde o início. Também criticou Ibaneis e o governo federal pela condução do caso.
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