Suspeito que confessou ter matado militar e ateado fogo em quartel no DF vira réu por feminicídio
08/01/2026
(Foto: Reprodução) Soldado confessa matar militar e iniciar incêndio em quartel do Exército no DF
O ex-soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, que confessou ter matado uma militar e ateado fogo em um quartel do Exército no Distrito Federal, virou réu por feminicídio.
A decisão acontece após o Tribunal do Júri de Brasília aceitar, nesta quarta-feira (7), a denúncia do Ministério Público contra Kelvin.
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O crime aconteceu em 5 de dezembro. A cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada morta após um incêndio nas instalações do quartel.
Segundo exames, Maria de Lourdes levou duas facadas no pescoço e tinha um hematoma na barriga.
Como réu, Kelvin Barros da Silva responderá perante a Justiça pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver.
Julgamento
Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, suspeito de matar militar e iniciar incêndio em quartel no DF
Reprodução
Segundo a decisão desta quarta (7), o caso deve ser julgado pela Justiça Comum, e não a Justiça Militar. O motivo apontado é que a vítima e o réu, ambos militares à época dos fatos, estavam fora de serviço quando o crime aconteceu.
"Logo, não se pode falar que houve crime militar, devendo, portanto, o réu ser julgado pela Justiça Comum estadual (Tribunal do Júri)", diz a decisão.
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Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada morta após incêndio no quartel do Exército no DF
reprodução
Suspeito confessou
Em 6 de dezembro, Kelvin Barros foi preso e confessou ter cometido o crime em depoimento à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
Em sua fala, Kelvin disse que esfaqueou a cabo no pescoço e ateou fogo no quartel usando um álcool que estava no banheiro.
"Eu coloquei a arma de fogo [da vítima dentro da mochila], saí do quartel, peguei um ônibus e fui para minha cidade. Depois disso, eu taquei a arma no bueiro e e fui para casa", falou o suspeito.
No dia 12 de dezembro, Kelvin foi expulso das Forças Armadas.
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