Pré-candidatos ao governo do DF participam de primeiro debate

  • 09/08/2026
(Foto: Reprodução)
Candidatos ao governo do DF participam de primeiro debate TV Globo/Reprodução Pré-candidatos ao governo do Distrito Federal participaram neste domingo (9) do primeiro debate eleitoral para as eleições de 2026. O evento foi promovido pela Band, apresentado pelos jornalistas Rodrigo Orengo e Lara Canepa, e reuniu seis pré-candidatos – os partidos têm até o próximo sábado (15) para formalizar o envio dos nomes à Justiça Eleitoral. Participaram do debate: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). Veja quem são os candidatos a governador no Distrito Federal em 2026 Duas vagas para o Senado: repetir o candidato anula o 2º voto; saiba como votar e evite erros Baixe o app do g1 para receber notícias da eleição O encontro foi dividido em quatro blocos: No primeiro, os candidatos tiveram um minuto e meio para responder à mesma pergunta. Em seguida, fizeram perguntas uns aos outros – cada um perguntou e respondeu uma única vez, com direito a réplica. No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas gravadas de eleitores sobre temas considerados prioritários para o DF. No terceiro bloco, houve uma nova rodada de perguntas diretas entre os candidatos. Em seguida, cada participante teve um minuto para as considerações finais. 30 anos da urna eletrônica: como evoluiu nas eleições brasileiras Primeiro bloco Pergunta única Na abertura do debate, os candidatos tiveram de responder, em ordem definida por sorteio, à mesma pergunta: "Qual deve ser a principal marca que pretende deixar como legado de sua gestão para o Distrito Federal?" Primeiro a responder, Kiko Caputo afirmou que pretende "devolver uma saúde digna para a nossa população, mobilidade urbana, regularização fundiária, devolver a tranquilidade que nós tínhamos para circular pelas vias da nossa cidade, sem medo de um morador de rua, de um assalto, de um traficante". Em seguida, Paula Belmonte disse que deseja, se eleita, "mostrar que a ética, a honestidade, ela é fundamental para a nossa sociedade. Fortalecer princípios e valores, defendendo as nossas crianças com uma escola de qualidade". Terceiro no sorteio, José Roberto Arruda afirmou que pretende "cortar gastos e botar as contas em dia, salvar o BRB e botar ordem na saúde". Também citou a contratação de 1 mil médicos, construção de quatro hospitais e de quatro novas linhas de Metrô. Candidata à reeleição, Celina Leão disse que herdou "dois grandes problemas" ao assumir o governo – o "desequilíbrio financeiro" e a "grave crise do BRB". "Diferente de muitos candidatos que falavam do banco, que falavam realmente mal do banco, para que o banco viesse a quebrar, a gente veio para resgatar esse patrimônio", disse. Quinto a responder a mesma pergunta, Leandro Grass disse que pretende "reconstruir o Distrito Federal, tirando as pessoas da fila [...] da creche, do exame, da cirurgia, do trânsito". "A capital tem que dar o bom exemplo, não pode ser motivo de vergonha e é essa a nossa grande missão", emendou. Último a responder, Ricardo Cappelli afirmou que sua "prioridade número 1 é resolver a crise na Saúde. "Nós vamos para cima dos problemas da saúde, fazer uma intervenção na saúde. Eu já fiz na segurança e vou fazer na saúde para resolver esse problema grave", disse. Confronto direto Primeira sorteada para o confronto direto, Celina Leão perguntou à candidata Paula Belmonte sobre as dificuldades de ser mulher na política. Paula Belmonte respondeu que, junto a deputadas federais, “várias leis” foram feitas, e reclamou que Celina não teria a ajudado quando ela denunciou um caso de assédio na Câmara Legislativa. Celina respondeu que não interfere no legislativo, mas que apoiou "várias mulheres do Distrito Federal com vários programas", como Órfãos do Feminicídio e o programa Viva Flor. Por fim, Celina Leão perguntou à Paula Belmonte quanto ela investiu nas mulheres do Distrito Federal. Paula Belmonte respondeu que a Secretaria da Mulher “tem só 20% da execução que é colocada”. Em seguida, Ricardo Cappelli perguntou a Celina Leão sobre "o dinheiro da saúde". Durante a interação, Cappelli fez acusações a Celina relacionadas à operação Drácon, que investigou supostas negociações de propina reveladas em 2016. Em resposta, Celina disse que Cappelli "é um forasteiro, não sabe nem pegar ônibus na nossa cidade". Celina Leão afirmou que tem priorizado os recursos da saúde desde que assumiu o governo, em março. "Você não consegue resolver o problema em quatro meses. Temos cinco hospitais que foram assinados a ordem de serviço desde quando eu virei governadora", citou. Cappelli disse que, se eleito, vai lançar o programa "Fila Zero". "Vou contratar na primeira semana de governo os 5,3 mil médicos que estão faltando, os 4,2 mil técnicos de enfermagem que estão faltando, os 2,3 mil enfermeiros, os 1,9 mil agentes comunitários de saúde". O candidato Leandro Grass perguntou a José Roberto Arruda "quem são os responsáveis pelo rombo do BRB". Arruda respondeu: “Espero que a Justiça e o Banco Central respondam, mas mais importante do que encontrar as responsabilidades e puni-los exemplarmente é salvar o BRB.” Leandro Grass disse que o papel do BRB é “apoiar a cidade, o pequeno produtor e o empreendedor”, mas virou um “escândalo de corrupção”. “E aí é muito interessante, porque na hora que a bomba estoura, ninguém tem nada a ver com isso, todo mundo se esconde”, disse. Arruda sugeriu que todos assinem “um manifesto” pedindo ao presidente do BRB que publique o balanço com o tamanho do rombo do BRB. Em seguida, Arruda perguntou a Kiko Caputo sobre os planos do candidato para melhorar o transporte e a mobilidade do DF. Caputo respondeu que pretende “apostar no transporte de trilhos” e construir novas estradas. Arruda também disse que pretende expandir o funcionamento do Metrô. “No nosso plano de governo, com projetos de engenharia, estudo de valores, nós estamos pensando e podemos construir 4 novas linhas de metrô”, disse. Caputo afirmou que “é uma tristeza o que fizeram com o metrô e o que estão fazendo com todas as empresas públicas do Distrito Federal”. Em seguida, Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre educação e citou que Brasília foi "para o último lugar no ranking do ensino médio". Em resposta, Grass afirmou que o DF tem o último lugar na proporção das escolas integrais e "está lá atrás" no salário dos professores. "Educação tem que ser prioridade, tem que ter planejamento, gestão. Não dá para toda hora que tem um problema trocar o secretário, como fizeram ontem de novo", disse. Paula disse ser "a deputada que mais coloca o dinheiro na educação do DF" e acusou o governo Ibaneis-Celina de "cancelar R$ 50 milhões para a educação o ano passado. E R$ 11 milhões que nós colocamos hoje para a educação, a Celina também ainda não aprovou. Então, falar de educação tem que falar de investimento e nós vamos trazer educação integral para as crianças". A última pergunta foi feita por Kiko Caputo a Ricardo Cappelli e tratou de corrupção e "probidade administrativa". Na resposta, Cappelli tratou de outros temas, como o déficit de profissionais na saúde os problemas de transporte público. "Nesse um ano e meio que eu estou dormindo na casa das pessoas, o que eu mais ouço é que você se cansa mais no trânsito, no transporte do que no trabalho", disse. Kiko Caputo afirmou que o governo atual "está se assemelhando muito aos governos de esquerda, colocando Brasília só nas páginas policiais. Se superaram agora, fazendo o maior escândalo da história do nosso país, maior escândalo financeiro." Segundo bloco Perguntas do eleitor Por sorteio, Celina Leão respondeu à primeira pergunta sobre segurança. “Na minha gestão, nos quatro meses, nós alcançamos o primeiro lugar na segurança pública do Brasil", disse. “Nós somos o estado menos letal. O governo Ibaneis que eles tanto criticam foi onde teve a maior nomeação de segurança pública da história. Foi o maior reajuste aos servidores da segurança pública da história também”, declarou. O segundo tema, infraestrutura, foi respondido por Ricardo Cappelli. Ele disse que pretende fazer contratações emergenciais para “acabar com o esgoto a céu aberto no Distrito Federal”. Também disse que quer construir policlínicas e escolas. “Os professores estão adoecendo porque não têm apoio. Nós precisamos construir mais escolas, dar mais apoio aos professores. Nós precisamos mudar a infraestrutura”, afirmou. O terceiro tema, educação, foi respondido por Arruda. Ele afirmou que a educação pública de qualidade “passa necessariamente pela valorização dos professores” e que pretende nomear concursados. “A educação pública de Brasília precisa de mais. Voltar com os laboratórios, com a reciclagem dos professores. E uma coisa muito importante, o avanço da tecnologia. Fazer com que os laboratórios de informática estejam presentes em todas as cidades”, disse. O quarto tema foi mobilidade, respondido por Leandro Grass. Ele disse que pretende fazer uma nova licitação dos ônibus do DF e “colocar Brasília nos trilhos”: “Hoje o modelo que está posto não atende mais. Tem lugares que não tem linha de ônibus. As pessoas têm que andar muito. [...] Aqui em Brasília a gente pode ter mais estações do metrô, a gente pode ter o veículo leve sobre trilhos, conectando as principais vias.” O quinto tema foi comércio e quem respondeu foi Paula Belmonte. Ela disse que pretende “desenvolver o setor econômico” e “capacitar as pessoas para que elas possam estar preparadas para o mercado de trabalho”. “ Aproveito para falar das feiras tão maltratadas por esse governo. Nós vamos fomentar as feiras do Distrito Federal, o metro quadrado que mais emprega em Brasília”, afirmou. O último tema sorteado foi saúde e quem respondeu foi o candidato Kiko Caputo. Ele afirmou que pretende fazer mais contratações e construir novos hospitais. "Vamos finalizar o Hospital do Câncer, é inacreditável que o DF até hoje não tenha um. Nós vamos construir o segundo hospital de Ceilândia, o Hospital de São Sebastião, a Policlínica de Brazlândia, do Sol Nascente, da Estrutural”, disse. Terceiro bloco Confronto direto Na primeira pergunta, Paula Belmonte questionou Celina Leão sobre sua atuação no caso Master. Perguntou "cadê a leoa, cadê a botina que não estavam no Palácio do Buriti para cuidar disso" – em referência aos símbolos da campanha de Celina. Celina disse ter sido contra a aquisição do banco pelo BRB e afirmou que, como vice à época, não teria como barrar a proposta. "Eu não fui a favor porque eu acho que o BRB tem que ser um banco regional, não um banco nacional." Paula Belmonte disse que, como distrital, "sempre foi contra" a negociação. E acusou Celina de não orientar os deputados de seu partido a votarem contra a autorização do negócio. Em resposta, Celina afirmou que nenhum dos outros pré-candidatos ajudou o governo a lidar com a crise do BRB. "Aliás, alguns têm contato com o governo federal e sequer o aval do governo conseguiram para nos ajudar. Eu estou sozinha tentando salvar um banco, mas eu sou corajosa mesmo. Isso faz parte da minha história", defendeu. Em seguida, Celina Leão questionou a opinião de Kiko Caputo sobre "um pré-candidato que está com seis condenações de improbidade, devendo R$ 598 milhões aos cofres públicos". Kiko disse apenas que "ele tem que se explicar com a Justiça" e passou a defender seu plano de governo. Afirmou que fez um "plano de resgate do Distrito Federal para os próximos 20, 30 anos" e que os governos recentes "falharam na política habitacional, na segurança pública, nos cuidados com a saúde, na mobilidade urbana". Celina afirmou que "o Distrito Federal jamais vai eleger outro presidente da OAB", em referência ao cargo já ocupado por Caputo e pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). E que os problemas que enfrenta no governo foram deixados por aliados dos outros candidatos. "Meu governo tem quatro meses, o governador Ibaneis teve o governo dele", disse. Em seguida, Ricardo Cappelli perguntou a Leandro Grass sobre segurança pública. Grass disse que o DF vive uma "crise do medo" e que houve aumento de crimes como feminicídio, roubos e furtos, além do número de pessoas em situação de rua. "Primeira coisa importante, valorizar os profissionais da segurança pública. E se tem alguém que tem moral aqui para dizer que valoriza os profissionais da segurança pública, somos nós. [...] Esse aumento que foi dado agora foi dado por um homem chamado Luiz Inácio Lula da Silva, não foi dado nem por Celina e nem por Ibaneis. Quem reajusta é o governo federal", defendeu Grass. "Eu vou lançar essa semana o programa Tolerância Zero, com alguns focos bem objetivos. Primeiro, a cada 15 dias está morrendo uma mulher no DF vítima de feminicídio. Quando a mulher é morta, é porque o agressor já vem escalando. Vagabundo nenhum vai mais matar mulher no DF no meu governo, porque a polícia vai se antecipar e nós vamos agir com inteligência", prometeu Cappelli. A seguir, Kiko Caputo questionou Paula Belmonte sobre os planos para a assistência social. Ela respondeu que acredita na “política de transformação”. “É inaceitável no Distrito Federal termos pessoas, sim, passando fome. Então nós vamos estar trabalhando isso com muita responsabilidade. Não só trazendo a assistência, que é necessária, porque a fome não espera, mas nós vamos dar a porta de saída, e a porta de saída com certeza absoluta é a qualificação das pessoas”, declarou. Leandro Grass perguntou a Arruda sobre o "caos na educação" e uma possível relação com a "crise provocada pelo governo Ibaneis e Celina". Arruda disse achar que o problema “tem a ver com gestão”. “O PDAF que criamos no nosso governo era de cada diretor de escola ter um valor de dinheiro proporcional ao número de alunos para trocar a lâmpada que queimou, a válvula de escape, o muro que quebrou, acabaram. Acabaram com o Ciência em Foco, com o Dentista nas Escolas, com a educação integral. A educação integral, principalmente nas áreas mais carentes, é fundamental”, disse Arruda. Por fim, Arruda perguntou a Cappelli sobre o dinheiro necessário para cobrir o "buraco" financeiro deixado pela crise do BRB. Cappelli respondeu afirmando que o PSB pediu à Justiça que o BRB seja obrigado a divulgar seus balanços e a explicar o impacto da crise aos servidores do banco. Arruda também questionou os dados orçamentários divulgados pelo governo atual e perguntou se a economia de dinheiro foi gerada pelo não pagamento de contratos. "Eu vou acionar a Polícia Federal para ir atrás do caminho desse dinheiro. Nós vamos recuperar esse dinheiro para salvar o BRB", disse Grass. Durante a interação, Cappelli disse defender o direito de Arruda disputar as eleições – e Arruda, na réplica, disse defender que processos contra Celina Leão só sejam julgados após o pleito. Considerações finais Ao fim do debate, todos os candidatos tiveram um minuto para suas considerações finais. Leia o que eles disseram: Leandro Grass (PT) Candidato ao governo do DF, Leandro Grass (PT) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Obrigado à Band e a você que ficou até agora assistindo a gente aqui. Eu sou Leandro Grass, professor, tenho 41 anos, sou casado com a Marcela, nasci em Brasília, aqui eu construí a minha vida. Eu estive em sala de aula ao longo desses últimos 20 anos da minha vida e me dedicando também, como deputado distrital, a fiscalizar e denunciar o governo que até agora está ocupando o Buriti. Não tem mudança, não tem outro CPF, é o mesmo projeto. É esse projeto que a gente precisa derrotar. Quem não trabalha direito tem que ser demitido, a fila tem que andar. Tem que chegar o momento do governo que vai cuidar do povo, que vai melhorar a educação. Brasília está cansada de tudo isso e a gente tem programa, passamos os últimos quatro anos trabalhando, recuperando o Brasil. Eaqui no Distrito Federal, nos últimos meses, construindo um programa de governo, ouvindo a população, escutando as pessoas na rua, também no ambiente digital. Você talvez tenha participado disso. Está na hora de a gente sair da espera, da fila da creche, da fila do exame, para a esperança." Kiko Caputo (Novo) Candidato ao governo do DF, Kiko Caputo (Novo) participa de primeiro debate Reprodução/Youtube "Eu sou o caçula de uma família de nove filhos. Nós chegamos aqui em 1973 e moramos em uma cidade que foi programada para funcionar e funcionava. Estudei em escola pública, me tratei em hospital público e quero que hoje os meus filhos, os seus filhos, os seus netos tenham essa mesma oportunidade de ter serviços públicos de excelência como nós já tivemos aqui no Distrito Federal. O meu saudoso pai, eu cumprimento todos os pais pelo dia de hoje. Eu recebi muitos exemplos, mas principalmente de caráter, de honestidade, de respeito ao próximo, de muito trabalho e de vocação para servir. Eu quero servir o Distrito Federal. Eu quero ser o servidor, o melhor servidor público do Distrito Federal e resolver os problemas reais da sua família, projetando o Distrito Federal para o futuro e entregando serviços públicos muito melhores do que a gente tem hoje. Eu peço a bênção de Deus, que Deus abençoe o Distrito Federal." José Roberto Arruda (PSD) Candidato ao governo do DF, Arruda (PSD) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Muito obrigado pela oportunidade, muito obrigado a todos os candidatos pelo alto nível do debate. Eu acho que Juscelino Kubitschek foi o maior brasileiro de todos os tempos. Esse homem em três anos, como uma mágica, pegou a capital no Rio de Janeiro e trouxe para o centro do Brasil. Construiu estradas, usinas hidrelétricas. Ele redescobriu o Brasil e nós todos que estamos aqui somos herdeiros da página mais bonita da história do Brasil. Para honrar isso, Brasília tem que voltar a pensar grande. Chega de mediocridade. Brasília precisa pensar em novas linhas de metrô, em hospitais que funcionem, em educação pública de qualidade. Esses dias eu andava sozinho pelas ruas de Ceilândia. Encontrei uma senhora, jovem ainda, mãe de três filhos, com endometriose crônica. Ela quase não conseguia caminhar. Três anos na fila de cirurgia. Não foi isso o sonho de Juscelino Kubitschek. Vamos, se Deus quiser, resgatar o Distrito Federal." Paula Belmonte (PSDB) Candidata ao governo do DF, Paula Belmonte (PSDB) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Meu nome é Paula Belmonte, eu tenho 53 anos, sou casada há 26 anos, tenho seis filhos, sou fruto de escola pública e entrei na política porque eu acredito de verdade em princípios e valores. Nós precisamos, e eu quero aqui dizer que eu quero honrar o meu pai e minha mãe, mas honrar a Deus em primeiro lugar. Nós precisamos dizer que, para a política, ela tem que ser uma política de transformação. E quando se fala que zerou fila de creche, é um absurdo. Esses dias eu estava com a dona Jussara, com três crianças dentro de casa e não conseguindo trabalhar. Então, não é verdade. Temos aqui uma situação muito séria, que é da família atípica, que nós precisamos cuidar e nós vamos cuidar. O nosso governo vai ser um governo que vai prezar pela transparência, pela honestidade e principalmente pelo cuidar das pessoas. Nosso plano de governo está sendo construído por vocês, por nós, para que a gente possa mostrar que Brasília, a capital do Brasil, será a referência em política pública." Celina Leão (PP) Candidata ao governo do DF, Celina Leão (PP) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Eu quero agradecer a você, que me acompanha há quatro mandatos. Agradecer a Deus por ter me dado força e coragem para enfrentar os adversários, para ficar firme sempre na minha missão. Eu entrei na política por uma missão e por um propósito. E todos os dias eu acordo de manhã cedo pensando realmente em cuidar de quem mais precisa. É isso que eu fiz quando assumi o governo do Distrito Federal com tanta dificuldade. Eu fico tão preocupada quando eu escuto tanta bobagem que foi dita aqui. Eu vou desmentir no meu Instagram, porque a gente precisa falar a verdade. Brasília precisa de quem ama ela de verdade, de quem tem a ficha limpa, de quem não deve mais de R$ 600 milhões aos cofres públicos, de quem nunca foi presa. Brasília merece muito mais. Brasília merece respeito, Brasília merece amor, Brasília merece cuidado. Eu acho que isso eu tenho feito todos os dias. Em quatro meses de governo, eu já mostrei do que eu sou capaz, eu já mostrei que eu consigo enfrentar as situações." Ricardo Cappelli (PSB) Candidato ao governo do DF, Ricardo Cappelli (PSB) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Olha, eu tenho muita fé. Tudo na vida, Deus tem um propósito. Eu não fui nomeado pelo presidente Lula [como] interventor federal na segurança pública para botar ordem na nossa cidade por um acaso. Eu não fui o primeiro a denunciar o escândalo Master-BRB por um acaso, tudo tem um propósito. O nosso Distrito Federal não nasceu para estar nas páginas policiais, nas páginas da corrupção. A nossa cidade não quer voltar para trás. É por isso que eu te peço uma chance. Me dá uma oportunidade para a gente junto, com coragem, com ousadia, com muito trabalho, mudar a saúde, mudar a educação, resgatar a Esperança. Brasília nasceu para andar para frente e ela tem que parar de andar para trás. Meu nome é Ricardo Cappelli, mas pode me chamar de mudança, de coragem." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/eleicoes/2026/noticia/2026/08/09/pre-candidatos-ao-governo-do-df-participam-de-primeiro-debate.ghtml


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