Mortes no Hospital Anchieta: principal suspeito arranjou novo emprego em UTI pediátrica após crimes, diz polícia
20/01/2026
(Foto: Reprodução) Veja quem são os três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar intencionalmente a morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga
O técnico de enfermagem suspeito de matar três pacientes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal, chegou a trabalhar em uma UTI pediátrica de outra instituição após o crime, segundo a Polícia Civil.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, foi demitido ainda durante a investigação interna do hospital Anchieta, antes da operação policial. A direção do centro médico suspeitou das circunstâncias das três mortes, entre 17 de novembro e 1º de dezembro.
O caso chegou à Polícia Civil e, no último dia 11, Marcos Vinícius e outras duas técnicas de enfermagem que teriam auxiliado nos crimes foram presos. Segundo a polícia, ele já tinha encontrado um novo emprego na UTI infantil.
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Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta
TV Globo/Reprodução
"A investigação continua. Vamos investigar se existem outras vítimas naquele hospital [Anchieta]", disse o delegado Wisllei Salomão.
O delegado disse que Marcos Vinícius Araújo atuou no Anchieta por cerca de um ano – ao todo, ele acumula cinco anos de trabalho na área da saúde.
Além do técnico de enfermagem, são suspeitas também:
Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos;
Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.
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Como suspeitos agiram
Para cometer os crimes, Marcos Vinícius usou o login de médicos do hospital para prescrever um medicamento.
Ele buscou o medicamento, preparou e escondeu em seu jaleco. Depois, aplicou de forma irregular no sangue das vítimas, o que causou a morte delas. Duas mortes foram no dia 17 de novembro e uma em 1° de dezembro.
Segundo a Polícia Civil, as técnicas de enfermagem teriam acobertado o crime. Imagens de câmeras de segurança do hospital mostram que elas vigiaram portas para que o técnico aplicasse o medicamento de forma irregular.
"Elas não interviram e não fizeram nada", disse o delegado Wisllei sobre as técnicas.
Hospital Anchieta em Taguatinga no DF.
TV Globo/Reprodução
O técnico ainda fez massagem cardíaca nos pacientes pra disfarçar a autoria do crime e fingir que tentava salvar suas vidas. Em uma das três vítimas, de 75 anos, o técnico também aplicou desinfetante dezenas de vezes em seu sangue.
As vítimas são:
a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga;
o servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I;
o servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia.
Homicídio qualificado
Veja os crimes pelos quais os suspeitos são investigados, segundo a Polícia Civil:
Pela morte de Miranilde Pereira da Silva, os três suspeitos respondem por homicídio qualificado.
Pela morte de João Clemente Pereira, o técnico e uma técnica respondem por homicídio qualificado.
Pela morte de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, o técnico e a outra técnica respondem por homicídio qualificado.
🔎 Homicídio qualificado: é o crime de matar alguém com circunstâncias agravantes, como motivo torpe, crueldade ou emboscada.
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Prisões
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De acordo com a Polícia Civil, as prisões dos ex-técnicos de enfermagem aconteceram no último dia 11. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.
A segunda fase da mesma operação foi deflagrada na última quinta-feira (15), quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
A Polícia Civil ainda apura se existem outros casos no Hospital Anchieta e em outras unidades de saúde onde o homem de 24 anos atuou.
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