Morador denuncia estar sendo perseguido e ameaçado por síndica de prédio no DF; Justiça determina medida protetiva
29/08/2026
(Foto: Reprodução) Morador denuncia estar sendo perseguido e ameaçado por síndica de prédio no DF
Um homem diz estar sendo vítima de ameaças e perseguição da síndica de um prédio em Taguatinga Norte, no Distrito Federal. Segundo Luciano Vasco, a mulher também teria feito ofensas homofóbicas contra ele e o companheiro.
Ele afirma que a mulher o acusou falsamente de furto e passou a divulgar imagens dele na internet sem autorização (veja detalhes abaixo).
O caso foi levado à Polícia Civil e foi parar na Justiça, que determinou uma medida protetiva contra a síndica, identificada como Joanilda de Freitas Cordeiro.
Aos policiais, ela negou as acusações. A reportagem tentou contato com a mulher por telefone, mas ela não atendeu.
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Entenda o caso
Segundo Luciano, os problemas começaram depois que ele e o marido deixaram o apartamento que alugavam da síndica e se mudaram para outra unidade, no mesmo corredor do prédio.
Os ataques teriam ficado mais graves quando o cachorro dele entrou no apartamento antigo, que agora está alugado pra outra pessoa.
"Falou que eu era ladrão, que eu e meu companheiro éramos dois 'viados', que ela não gosta, ela não conversava com nenhum dos 'viados', essas coisas. Aí, no mesmo dia, ela veio dizer que eu tinha entrado dentro do apartamento e que eu tinha subtraído alguma coisa lá de dentro. [...] A Justiça até agora não conseguiu que ela provasse o que eu subtraí", diz Luciano.
Na delegacia, ele apresentou áudios e outros arquivos. A ocorrência foi registrada como difamação, injúria e ameaça. Entre as provas, há relatos sobre câmeras, divulgação de imagens e ofensas relacionadas à orientação sexual do casal.
Medida protetiva descumprida
Fachada de prédio em que homem denunciou ser vítima de perseguição por síndica, em Taguatinga Norte, no DF
TV Globo/Reprodução
O caso foi parar na Justiça. Em junho, Joanilda foi proibida de frequentar o prédio e de manter contato com o casal. Segundo o Ministério Público, ela descumpriu a medida no dia seguinte à intimação.
O casal ainda tem uma medida protetiva contra a mulher. No dia 12 de julho, ela foi levada à delegacia após ser encontrada no prédio.
Dias depois, a Justiça decretou a prisão preventiva. Ela foi solta em 3 de agosto, mas a proibição de contato com o casal foi mantida. Mesmo assim, Luciano diz que a Joanilda continua frequentando o prédio.
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