Ibaneis confirma jantar e reuniões com Vorcaro, mas nega ter debatido BRB e Master: 'Entrei mudo e saí calado'
23/01/2026
(Foto: Reprodução) O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou que se encontrou com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas negou que tenha tratado da venda do banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
A informação sobre o encontro entre os dois foi revelada pelo Estadão e confirmada pela TV Globo nesta sexta-feira (23).
"Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB/Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]", disse Ibaneis Rocha.
Ainda de acordo com Ibaneis, "tudo era conduzido pelo Paulo Henrique [Costa]", ex-presidente do BRB demitido do cargo após o Ministério Público e a Polícia Federal deflagrarem uma operação que investiga possíveis fraudes nas duas instituições financeiras.
O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.
À época, Ibaneis minimizou a operação Compliance Zero e defendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Para o governador, os erros do ex-presidente do BRB foram "excesso de confiança" (veja vídeo abaixo).
Ibaneis defende ex-presidente do BRB e diz que erros foram 'excesso de confiança'. Fonte: Agência Brasília.
Entenda
Sede do Banco de Brasília (BRB), na capital
TV Globo
Segundo as investigações até aqui:
➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central.
➡️ Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.
➡️ Em novembro, uma operação da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – demitido em definitivo em seguida.
Além da PF, do MP e do Banco Central, a nova direção do BRB e uma auditoria independente também investigam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões.
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