Ex-secretário de Economia do DF é alvo de operação da Polícia Civil e do MP
17/06/2026
(Foto: Reprodução) Ney Ferraz, secretário de Economia do DF.
SEEC/reprodução
A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na manhã desta quarta-feira (17) uma operação contra suspeitos de crimes contra a administração pública. Entre eles, o ex-secretário de Economia Ney Ferraz e um servidor da pasta, que não teve a identidade informada.
São investigados os crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações começaram em fevereiro do ano passado, depois que os suspeitos movimentaram valores considerados pelos policiais e promotores como "incompatíveis com a capacidade econômica formalmente conhecida".
Os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, em Planaltina e no Noroeste, e na Secretaria de Economia. A TV Globo não localizou a defesa de Ney Ferraz.
Em nota, a pasta afirmou que "aguarda o acesso a mais informações sobre o caso para adotar as providências administrativas cabíveis", mas que o servidor foi vinculado à secretaria na administração anterior.
Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos compraram roupas de alto padrão com dinheiro em espécie, o que chamou atenção para as movimentações financeiras feitas pelo grupo.
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Quem é Ney Ferraz
Ney Ferraz é advogado e servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele esteve em cargos estratégicos na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB):
presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Iprev);
presidente do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor do DF (Inas);
secretário de Planejamento, Orçamento e Administração do DF;
secretário de Economia do DF.
Em fevereiro do ano passado, ele e a esposa foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. As investigações identificaram as irregularidades enquanto ele presidia o Iprev, entre 2019 e 2022. À época, ele foi absolvido da acusação de corrupção.
Em julho, o Tribunal de Justiça do DF reformou a decisão anterior e condenou Ney Ferraz a nove anos e nove meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, ele teria recebido cerca de R$ 1,6 milhão em propina no esquema.
À época, ele negou ter cometido irregularidades. Ney Ferraz afirmou que entraria com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em agosto, após a condenação em segunda instância, Ney Ferraz pediu exoneração da Secretaria de Economia do DF.
Agora no g1
O que diz a Secretaria de Economia
"A Secretaria de Economia esclarece que, na manhã desta quarta-feira (17), foi cumprido mandado de busca e apreensão contra um servidor da Pasta vinculado à gestão anterior, em ação conduzida pela Polícia Civil (PCDF) e pelo Ministério Público do DF e Território (MPDFT). A ação foi restrita a estação de trabalho do servidor.
A Secretaria aguarda o acesso a mais informações sobre o caso para adotar as providências administrativas cabíveis.
A Pasta informa ainda que presta total colaboração às autoridades responsáveis pela investigação e se coloca à disposição para contribuir com o pleno esclarecimento dos fatos."
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