Enfermeira denuncia ter sido agredida em plantão no hospital de Samambaia, no DF
10/08/2026
(Foto: Reprodução) Enfermeira denuncia agressões durante plantão em hospital público do DF
Reprodução
Uma enfermeira de 43 anos denuncia ter sido agredida durante o plantão no Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal, na noite deste domingo (9).
Segundo o Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal, a profissional sofreu ferimentos nas mãos, braços, tórax, rosto e boca. A reportagem aguarda posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde do DF.
Conforme boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, a suposta agressora tem 39 anos e foi levada à delegacia por policiais militares, após as equipes serem chamadas para atender à ocorrência no hospital. O caso é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia.
As agressões teriam ocorrido no plantão da classificação de risco da ginecologia do hospital. Ainda conforme o sindicato, a enfermeira passou por exame no Instituto Médico Legal e sofreu "forte abalo psicológico".
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"O Sindicato cobra providências da Secretaria de Saúde do DF, com reforço das medidas de segurança, e seguirá com a reivindicação de recomposição das equipes diante do déficit de enfermeiras e enfermeiros na rede pública. O SindEnf-DF repudia qualquer forma de violência contra a categoria, acompanha o caso e segue a prestar todo o suporte à trabalhadora", disse o sindicato, em nota.
A entidade também informou que a profissional atua há 21 anos na enfermagem e há 19 anos no hospital de Samambaia.
Em nota (veja íntegra abaixo), a Secretraria de Saúde informou que acompanha o caso e que a enfermeira foi encaminhada para avaliação de médicos do trabalho, inclusive para analisar um possível afastamento temporário.
Também em nota, o Conselho Regional de Enfermagem disse que atuará para cobrar que a legislação distrital sobre a proteção dos profissionais de saúde seja cumprida. Entre as medidas defendidas pelo conselho estão a ampliação das salas de atendimento e a implementação de um "botão do pânico" nas unidades de saúde.
"Para o Coren-DF, a agressão registrada no HRSAM não pode ser tratada como um episódio isolado. A segurança dos profissionais precisa fazer parte da organização dos serviços de saúde, com medidas preventivas, estrutura adequada e condições de trabalho que permitam o exercício da Enfermagem sem exposição à violência", disse a entidade.
O que diz a Secretaria de Saúde
Informamos que, imediatamente após tomar conhecimento da ocorrência envolvendo a profissional de enfermagem, foram adotadas as medidas necessárias. A servidora já registrou boletim de ocorrência, recebeu acolhimento institucional e foi encaminhada para avaliação pela Medicina do Trabalho, inclusive para análise da necessidade de afastamento temporário como medida de proteção. A Secretaria de Saúde (SES-DF) segue acompanhando o caso e reforça que não tolera qualquer forma de violência contra seus servidores.
As providências seguem a Lei Distrital nº 7.934/2026, que assegura proteção física, psicológica e institucional aos profissionais de saúde vítimas de ameaça ou violência.
Em respeito ao sigilo médico e à confidencialidade das informações de saúde, assegurados pela Constituição Federal, pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018 – LGPD) e pelo Código de Ética Médica, não é possível fornecer informações adicionais sobre o caso.
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